outubro 2026

data estelar – 06outubro2026

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perguntar-nao-ofende

Numa entrevista conduzida por Daniel Oliveira no podcast “Perguntar Não Ofende”, Adolfo Mesquita Nunes reflete sobre os desafios que a inteligência artificial e os algoritmos colocam à democracia, à liberdade individual e ao pensamento crítico.

data estelar - 08outubro2026

data estelar - 10outubro2026

Há um restaurante em Lisboa onde vou almoçar de vez em quando.
Não o vou identificar.
Nas paredes e nas janelas, costumam os donos, colar um papel A3 com a ementa do dia. Pelo aspecto, vi que eram feitos em AI. E tudo bem.
Embora neste caso, tivessem o aspecto de um trabalho escolar feito por um aluno do 9º ano.
Tendo ido lá 2 vezes na mesma semana, reparei num detalhe muito interessante. Até me fez pele de galinha.
 
A ideia até podia ser prática para renovar ementas rapidamente. Mas havia um problema grave: cada ementa parecia ser de um restaurante diferente. A cada nova geração na ferramenta de IA, tudo mudava:
 
  • O logótipo ganhava formas e estilos aleatórios.
  • As cores alternavam sem qualquer paleta ou lógica.
  • As tipografias variavam entre o clássico, o moderno e o ilegível.
  • O estilo visual global parecia uma manta de retalhos.

A IA é uma ferramenta incrível para acelerar processos, mas
a IA não sabe o que é uma marca. Ela não conhece o negócio do empresário, não tem memória do que gerou ontem e não compreende a importância da consistência visual.
Para trabalhar com AI, é preciso conhecer processos, metodologias e ser profissional do que quer que seja que se está a fazer. Embora muita gente acredite que não.
Mas a verdade é que eu só consigo tirar partido da IA, se fôr especialista na matéria. Se não souber, avalio com base em que parâmetros? Não dá, não é?

Por que razão isto é perigoso para um negócio?
 
  • Destrói o Reconhecimento: Se a sua marca muda de aspeto todas as semanas, o cliente nunca chega a fixá-la na memória.
  • Transmite amadorismo: O cliente pode não ser designer, mas percebe intuitivamente quando algo é feito “em cima do joelho” e sem cuidado.
  • Desvaloriza o produto: Se a comunicação visual é inconsistente e descuidada, a perceção de qualidade do próprio serviço ou da comida também sofre.
 
Como usar a IA sem matar a marca?
 
A tecnologia deve servir para apoiar o design, não para o substituir cegamente. Para quem quer usar IA na comunicação do dia a dia, o caminho passa por:
 
  • Criar regras claras: Definir a paleta de cores, tipografia e estilo gráfico base da marca. Fornecer o logo oficial da empresa.
  • Usar prompts e templates estruturados: Dar orientações precisas à ferramenta para manter a coerência em todas as peças.
  • Ter supervisão humana: Garantir que o resultado final respeita a identidade antes de mandar imprimir ou publicar.


Facilidade e rapidez são ótimas, mas a coerência é o que constrói marcas fortes e duradouras.
Não é a IA que faz isso.

É um HUMANO!

data estelar - 14outubro2026

ENCONTRADO NA NET

Há uns tempos encontrei este site maravilhoso:

Accidentally Wes Anderson – AWA

Diz na home page:

“This is an Adventure

We explore the unique, the symmetrical, the atypical, the distinctive design and amazing architecture that inspires us all.”

Para quen gosta dos filmes de Wes Anderson e da sua plástica tão marcante.
Eu acho que vale a pena navegar e perdermo-nos por uns momentos neste site. Para hoje, trago Singapura.

data estelar - 17outubro2026

Não é publicidade. Não me pagam para falar destas mini-colunas.
Gosto do design. Ainda não as experimentei. Podem ter um bom som, ou um mau som. Não sei. Mas gosto do design.

data estelar - 18outubro2026

Quando eu trabalhava em agências de publicidade, houve uma época em que era moda as agências dizerem que todos na agência eram importantes, até a senhora dos cafés. Tudo bem. Até havia grupos criativos que pediam mesmo opinião à senhora dos cafés. Porque, possivelmente numa ou outra campanha, seria target.
Já outra coisa, é a quantidade de gente que opina sobre uma ideia criativa.
Frederico Pombares numa declaração feita no podcast Last Meal episódio 08, disse que o que mais o frustrava no ambiente corporativo publicitário era o facto de uma ideia criativa ter de passar por aprovações infindáveis.
Criticava o facto de diretores de conta, clientes e múltiplos departamentos darem constantemente opiniões e alterarem o conceito original, o que acabava por “esvaziar” o impacto e a graça da ideia inicial antes de ela chegar ao público.
Há muitos anos achava graça ao conceito de grupo e tudo ao molho a dar opiniões e coiso e tal… há muito tempo que não acho.
Agora, gosto mesmo de ter uma ideia, ir vendê-la ao cliente e ter retorno direto. Que nem sempre é…. há donos de empresas que pedem opinião aos parceiros…