agosto 2026
Encontrei este post do David Sheldrick fundador da SEED e do PS Studios, onde fala das suas experiências com IA. Traduzi o texto dele para português.
“Ligue o som para este vídeo. Veja até ao final e diga-me o que achou!
Estou entusiasmado por partilhar uma nova obra experimental intitulada “Curtain Call”, a história de uma corista, contada através de uma fusão de história e algoritmos.
Não vejo a IA apenas como uma ferramenta para acelerar processos; Encaro-a como uma prática em si mesma, onde posso contribuir para o desenvolvimento e estabelecer novos métodos de criação visual.
Acredito que o mais alto nível de produção criativa provém de uma prática híbrida, combinando tecnologia generativa com meios tradicionais, em vez de uma abordagem totalmente imersiva.
Para este projeto, a “alma” dos visuais vem de um conjunto de dados de filmes originais de 35mm da Nova Iorque das décadas de 1950 e 60. Recolhi, limpei, digitalizei e classifiquei estes diapositivos físicos, do meu arquivo pessoal de filmes, para refinar um modelo de fluxo. Permitiu-me controlar a ótica e preservar aquela patine autêntica e específica do filme, que muitas vezes se perde na geração puramente digital.
Fluxo de trabalho:
🎞️ Quadros-chave: Uma combinação de Flux, Midjourney e Nanobanana Pro.
🎥 Animação: Veo 3.1 da Google.
🎶 Banda sonora: Criada no Suno v5 (baseada em prompts).
✂️ Montagem: Adobe Premiere.
Sendo fotógrafo desde os 18 anos, esta obra é uma homenagem pessoal à fotografia. É uma exploração de como podemos usar a fotografia original não apenas como referência, mas como ADN para novas narrativas generativas, e de como a linguagem visual da fotografia pode ser ainda mais desenvolvida dentro do género pós-fotográfico da IA.”
“Design is not just what it looks like and feels like. Design is how it works.”
Steve Jobs
Continua a ser uma das melhores definição de design que conheço. E continua a ser o que a maioria das empresas não percebe quando pede “só um logótipo bonito”.
Esta frase, imortalizada por Steve Jobs, é fundamental porque desafia a ideia de que o design é apenas “decoração” ou “estética”.
Para mim um dos melhores anúncios de publicidade de automóveis de sempre.
A Volkswagen conquistou vários prémios no 58º “Festival Internacional de Criatividade” em Cannes, em 2011: o maior construtor automóvel da Europa levou para casa um total de 34 dos cobiçados “Leões” em Ouro, Prata e Bronze. Mais do que nunca.
E a velhinha querida, voltou 11 anos depois!
Encontrei a foto deste rádio na net, um Aiwa AR-813 da década de 60.
Lembro-me dele do tempo em que vivia na Beira em Moçambique.
Vivi lá durante 2 anos, em comissão da Força Aérea.
Era garoto, 5, 6 anos e andava num colégio de freiras.
Chegava a casa cedo, por volta das 15:00h e normalmente deitava-me num pequeno estrado, que tinha umas almofadas e uma manta aos quadrados pretos e brancos e ouvia música no “meu” rádio Aiwa.
Lembro-me de ter ouvido pela primeira vez o Ob-La-Di, Ob-La-Da dos Beatles, neste rádio.
Ouço música em todo o lado. Enquanto trabalho, no carro, nos transportes, no duche… ouço música o dia todo.
Tenho o Spotify no telemóvel, no tablet e no computador.
Gosto muito de artistas: atores, comediantes, pintores, cineastas, designers, escritores, fotógrafos mas principalmente… músicos.
Se não fosse designer, acho que gostaria de ter sido músico!
Acabei de ver a série espanhola Ravalear e adorei. Na HBO, se tiverem…
Não estava à espera de gostar tanto. É uma série muito humana, com personagens imperfeitas, histórias que se cruzam e situações que, muitas vezes, nos deixam desconfortáveis, precisamente porque parecem demasiado reais.
A história passa-se no Raval, em Barcelona, e mostra-nos um bairro muito diferente da Barcelona dos turistas. Um lugar onde se cruzam imigrantes, famílias, jovens, idosos, gente que tenta sobreviver, gente que procura uma vida melhor e outras pessoas que simplesmente tentam encontrar o seu lugar.
A série fala de desigualdade, imigração, drogas, relações familiares, gentrificação, amor, amizade e sobrevivência. Mas, para mim, o mais interessante é a forma como aborda tudo isto através das pessoas, sem transformar os personagens em simples “bons” ou “maus”.
É crua, por vezes dura, mas também tem humor, ternura e momentos muito bonitos.
Daquelas séries que acabam e ficamos a pensar um bocadinho nelas.
Gostei mesmo muito. Recomendo.